24 de março de 2018

Redação — Os empecilhos da doação de sangue no Brasil


O sangue é um fluido corporal essencial à manutenção da vida, com efeito, a importância de sua doação ainda não foi notada no Brasil. Dentre tantos motivos que valem ser ressaltados, temos as crenças à volta da doação de sangue em nosso país e o embargo desta prática por seitas religiosas que possuem milhões de adeptos.

Decerto, as crenças à volta da doação de sangue em nosso país é uma objeção que deve ser pontuada. De acordo com dados recentes, apenas 1,8% da população brasileira doa, sendo que a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 3%. À vista disso, é notório que a sociedade, por acreditar em tais estigmas — como “doar sangue engorda” e doador uma vez, doador sempre —, teme passar pelo procedimento.

Nada obstante, o embargo desta prática por seitas religiosas que possuem milhões de adeptos é um dos fatores mais relevantes. É o caso das Testemunhas de Jeová, que deturpam as Escrituras e proíbem tanto a doação, quanto a transfusão de sangue. Em virtude disso, mantém-se à parte de salvar vidas.

Fica evidente, portanto, que os empecilhos da doação de sangue no Brasil são muitos, o que contribui para o baixo número de concessores. É improtelável que os estigmas acerca do tema abordado sejam desfeitos e a população informada sobre os benefícios da contribuição, além da Bíblia ser vista não como uma doutrina inflexível, mas como um guia de fé e conduta. Com tudo isso, teremos uma sociedade consciente da necessidade de ajudar o próximo.

17 de março de 2018

A intolerância religiosa em discussão no Brasil


É verídico que a intolerância religiosa é uma pauta em constante discussão no Brasil, à medida que nosso país é laico e possui uma multiplicidade de doutrinas. Dentre tantos motivos relevantes, temos a catequização involuntária — com a chegada dos portugueses a Pindorama, em 1500 — dos povos indígenas que já habitavam esta terra; e a Constituição Cidadã de 1988, que rege o sistema jurídico brasileiro e assegura a todos liberdade de culto.

A catequização involuntária dos indígenas nativos foi fruto de um grande esforço etnocêntrico, que via a necessidade de evangelizar um povo “sem Fé, sem Lei e sem Rei”, conforme Gândavo. Tal fato revela que a intolerância religiosa sempre se fez presente no Brasil, desde a colonização portuguesa. À vista disso, é impreterível pontuar a permanência desse preconceito religioso na contemporaneidade.

Com efeito, a Constituição Federal de 1988, que rege o sistema jurídico brasileiro — em seu Artigo 5º, inciso VI —, assevera que é inviolável a liberdade de consciência e de crença. Não obstante, é lamentável que tal direito coletivo não seja efetivamente salvaguardado.

Diante do exposto, fica evidente que a intolerância religiosa no Brasil vem desde muito antes, com o “descobrimento” destas terras por Cabral no século XV, mas que na atualidade é um assunto em constante discussão. Urge, portanto, que a lei seja devidamente respeitada e os cidadãos instruídos não somente a adorar, mas também a respeitar a adoração do próximo, como forma de garantir a coletividade do corpo social.

10 de março de 2018

O trabalho informal como alternativa à crise econômica


É explícito que o trabalho informal, ao longo dos últimos anos, se tornou uma alternativa à crise econômica que assola o nosso país. Dentre tantos motivos expressivos, temos o fechamento de milhões de postos de trabalho com carteira assinada e a facilidade em se trabalhar fora do sistema.

Dados do Ministério do Trabalho apontam que entre os anos de 2015 e 2017 o Brasil fechou um total de 2,88 milhões de postos de trabalho com carteira assinada. Os números são alarmantes, ao passo que, de acordo com o Caged, os mais afetados são trabalhadores com baixa escolaridade.

No entanto, a facilidade em se trabalhar fora do sistema, sem pagamento de impostos e com mais rendimentos — já que os descontos no salário de um trabalhador formal são discrepantes —, certamente influi no processo. Disse Platão: “no imposto profissional o justo paga mais e o injusto menos, sobre o mesmo rendimento”.

Portanto, fica evidente que o trabalho informal, em face da atual crise econômica, tornou-se a segunda via de muitos indivíduos. É improtelável que essa nova realidade do trabalhador brasileiro seja avaliada, como forma de garantir a manutenção do sistema trabalhista em vigor.