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25 de outubro de 2017

Marabá — Relembre o maior crime da história do município


Marcada por atos violentos de um bando que atacou a empresa de transporte de valores Prosegur, antes estabelecida na Avenida Itacaiúnas, no núcleo Cidade Nova, a madrugada do dia 5 de setembro de 2016 jamais será esquecida pelo povo marabaense.

Naquela madrugada, os criminosos roubaram e atearam fogo em dois caminhões na ponte sobre o Rio Itacaiúnas, com o objetivo de interditá-la, deixando a força policial entrincheirada; o quartel da Polícia Militar e a Superintendência da Polícia Civil ficam do outro lado, no núcleo Nova Marabá

Livre, a quadrilha fortemente armada, com cerca de 30 integrantes, detonou bombas na sede da empresa, entrou no local e roubou o dinheiro que abasteceria os bancos da cidade naquele fatídico dia, o equivalente a mais de R$ 30 milhões. A população da cidade inteira foi afetada com o crime, em especial os vizinhos da transportadora de valores, que até hoje, mais de um ano depois, carregam prejuízos.

A propriedade que mais sofreu danos foi a da família Bandeira, localizada ao lado da antiga sede da Prosegur. Boa parte do teto desabou, paredes cindiram e vidraças britaram. Além disso, pelo menos cinco veículos, alguns importados, que estavam na garagem durante o episódio, sofreram danos.

Dos 38 imóveis que ficaram danificados com as explosões à sede da Prosegur, de acordo com perícia do Instituto Médico Legal (IML), apenas o prédio da Escola Raimundo de Souza Ramos foi restaurado. Os diretores da transportadora de valores tiveram medo da pressão que iriam sofrer da sociedade, contratando imediatamente uma empresa para recuperar a unidade de ensino.

Hoje, a sede da Prosegur se encontra na Travessa Coronel Manoel Bandeira, no Bairro Liberdade, e “os incomodados que se mudem”. Os moradores, ao perceberem a chegada da empresa de valores, “correram” para elaborar um abaixo-assinado pedindo a sua saída, mas em vão. A insegurança agora toma de conta da população local, que não tem alternativa.

Notícia — Dia 27 de novembro, às 9 horas, no Fórum Juiz José Elias Monteiro Lopes, ocorrerá a audiência de instrução e julgamento do processo relacionado ao caso. A juíza Renata Guerreiro Milhomem de Souza, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Marabá, também decretou a prisão preventiva de mais um dos acusados: Edvaldo Pereira da Cunha, que respondia em liberdade.

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