10 de março de 2018

O trabalho informal como alternativa à crise econômica


É explícito que o trabalho informal, ao longo dos últimos anos, se tornou uma alternativa à crise econômica que assola o nosso país. Dentre tantos motivos expressivos, temos o fechamento de milhões de postos de trabalho com carteira assinada e a facilidade em se trabalhar fora do sistema.

Dados do Ministério do Trabalho apontam que entre os anos de 2015 e 2017 o Brasil fechou um total de 2,88 milhões de postos de trabalho com carteira assinada. Os números são alarmantes, ao passo que, de acordo com o Caged, os mais afetados são trabalhadores com baixa escolaridade.

No entanto, a facilidade em se trabalhar fora do sistema, sem pagamento de impostos e com mais rendimentos — já que os descontos no salário de um trabalhador formal são discrepantes —, certamente influi no processo. Disse Platão: “no imposto profissional o justo paga mais e o injusto menos, sobre o mesmo rendimento”.

Portanto, fica evidente que o trabalho informal, em face da atual crise econômica, tornou-se a segunda via de muitos indivíduos. É improtelável que essa nova realidade do trabalhador brasileiro seja avaliada, como forma de garantir a manutenção do sistema trabalhista em vigor.

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