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Para quem pensa Direito

21 de março de 2018

Um povo que só reclama


Tenho reparado as críticas que o prefeito Sebastião Miranda têm enfrentado de uma parcela (minoritária, a meu ver) da população nos últimos tempos, e acredite: muitas não fazem o menor sentido.

É incrível como o povo de Marabá — com destaque àqueles que mais jogam pedra — reclama, mas não faz nada. Aliás, até faz: não preserva o patrimônio público e não respeita a coletividade, jogando lixo nas vias públicas.

Falando em jogar lixo nas ruas, tenho um caso engraçado a relatar: nesta semana, a caminho da escola — pela manhã —, vi uma mulher jogando lixo numa esquina que é o point dos irresponsáveis. Até aí “tudo bem”. Logo após isso, um homem saiu do mesmo lugar de onde apareceu a tal mulher (uma kit-net, provavelmente) e disse, em alto e bom tom: “a prefeitura tem que colocar uma lixeira aqui, não é?”, falando em minha direção. Eu, muito concentrado, segui viagem, martelando aquela cena na minha cabeça.


Logo me veio à mente a teoria das janelas quebradas, criada na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, pelos criminologistas James Wilson e George Kelling. Ela consiste em basicamente isso: “se há uma janela quebrada, por que não quebrar mais uma?”. É isso que acontece cotidianamente por aqui. “Se tem muito lixo nas ruas, por que não jogar mais? Não faz diferença. Cadê o prefeito para arrumar essa bagunça?”.

Faz-se necessário que além de reclamar, a população proponha soluções para os problemas que enfrenta no dia a dia e colabore com o processo. Tenho aprendido isso nos últimos tempos. As propostas de intervenção precisam ser consistentes.

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