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20 de maio de 2018

Redação — Evasão escolar e a realidade brasileira


Explicitamente, a evasão escolar é um triste retrato das contraposições sociais existentes no Brasil. Apesar do impasse ser antigo e de haver programas sociais com o objetivo de contê-lo  como o Bolsa Família , o problema permanece sem solução. Dentre tantas explanações que fundamentam a saída de jovens e adolescentes da escola, temos a ausência de professores em sala de aula e a necessidade que muitos veem de trabalhar para ajudar a família.

É incontestável que a falta de professores em sala de aula é um dos fatores responsáveis pela evasão escolar no país. Em uma feira de cultura com o tema “Protagonismo jovem — Eu também sou responsável pelo meu aprendizado”, realizada na cidade de Marabá, no estado do Pará — pelos agentes jovens da Escola Estadual de Ensino Médio Dr. Geraldo Mendes de Castro Veloso —, uma das principais reclamações dos alunos — majoritariamente do turno da noite — era a ausência dos docentes. Aliada à precariedade das instalações da unidade de ensino, uma barreira intransponível que dificulta a preparação dos estudantes é formada.

Todavia, a necessidade que muitos discentes — principalmente do ensino médio — veem de trabalhar para ajudar a família é outro coeficiente que nos revela a raiz do revés. Defronte da atual crise econômica, os jovens passaram a priorizar a procura por meios de proteger o lar financeiramente, abandonando os estudos. Conforme o relatório “Cenário da exclusão escolar no Brasil”, divulgado pela Unicef, existem hoje no país 2,8 milhões de crianças e adolescentes fora da escola, dos quais 57% são jovens entre 15 e 17 anos.

Em virtude das circunstâncias mencionadas, fica claro que a evasão escolar é um problema crônico do sistema educacional brasileiro. É improtelável que o empecilho seja solucionado com planejamento — o que demanda tempo , para que tenhamos avanços significativos e duradouros. Portanto, cabe às escolas o desenvolvimento de planos de ação hábeis. O diretor, em consonância com a equipe pedagógica, precisa compreender o porquê do escape dos muros, para que assim possa intervir da melhor maneira. É deste jeito que o Brasil será de fato uma pátria educadora.

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